Porque

Porque te adoro,
Porque de adoro de amar,
Porque te adoro assim,
Porque te adoro quando me preenches,
Porque adoro o jeito que me deixas,
Porque adoro a saudade que deixas em mim,
Porque adoro o teu beijo,
Porque adoro o teu corpo quando toca no meu,
Porque adoro o teu olhar no meu,
Porque adoro a tua presença na minha,
Porque simplesmente adoro o simples facto de te amar.

Jazigo

Jazigo perdida pela minha cidade,
Em que cada recanto, guarda a sombra do vivido.
Nas areias que me começam a engolir,
Rasgo a dor, na não permissão pela perda.
Vagueio sem fim,
Á procura do teu coração.

Jazigo aqui a caminhar, pelas ruas da minha cidade,
À procura do teu coração.
Simplesmente para que possas…
Para que possas ser tu.

Caminho aqui nestes encantos,
Em que o luar acompanha a minha busca,
A busca de ti.
Para que vivas a vida no seu esplendor.
Porque outrora foi, eu e tu.
E ai eu nunca tirei os olhos de ti.
Agora quando a distância fala,
Agora que o tempo passa,
Espero pelo dia que te voltes a encontrar.
Espero que a nossa amizade fique intacta.
Espero que nunca mais te percas de mim.

E tudo que a vida levou, não poderemos recuperar.
A vida trás novos momentos,
E tudo o que a vida trouxer, que traga inteiro.

Caminho

Estou a tentar encontrar alguém..
Que me faça sentir por dentro,
Algo que já me fizeste sentir…
Por onde vens agora?
Na estrada que caminho,
Encontrei, encontrei parte de mim.
A menina de outrora,
A menina rebelde.
Tentei mostrar ao mundo, a minha melhor parte.

E isto soa como uma música triste…
Continua, não te deixes cegar,
Continua, com o teu coração puro.
Por onde vens agora?
E cada vento que vem, ouço parte de ti, perdido no mundo.
E cada nuvem reclama a tua dor.
Estou a tentar encontrar alguém,
Que me faça sentir por dentro,
Algo que já me fizeste sentir.

Na estrada dos caminhantes,
Um dia te encontrarei,
Vou contemplar cada pedaço de ti…
Vou deixar que o teu coração solte para fora do peito,
Vou deixar que continues o teu caminho.
O meu está tomado como um rio,
Com margens sedentas do carinho alheio.
Deixarei que continues…
Estarei cá para qualquer momento.

Simplicidade

Fazes-me levitar,
Sem que me comprometa.
Desejo-te mesmo sem ter tocado no teu rosto.
Desejo teu amor no meu.
Levas-me para longe,
Mesmo sem sair daqui.
Sabes como me fazer ver as estrelas e senti-las aqui.
Sabes dizer tudo sem dizer o nada.

Com que olhar me seguras,
É como correr em câmara lenta.
Tropeço nas perdas,
Apanhas-me, seguras-me no teu abraço.
Que calor é este?
Que prende o ser, o meu ser.

Que outros momentos me farás sorrir?
Desejo cada parte de ti.
Desejo hoje, amanhã...toda a vida.
Esta é a simplicidade que somos!

Sem ti

Os dias vivem-se preenchidos sem ti.
O luar range de dor,
Do que adianta fugir?
De frente para mim,
Nunca entenderás…
O meu olhar falou.
Soubeste ler os meus olhos?
Soubeste alguma vez que o que me
Matou não foste tu?
Soubeste algum dia ver mais do que um simples corpo?
Vivo preenchida sem ti,
Vivo hoje como luz de um jardim.
Vejo quem vem e vai.

Duvidei se te abraçaria, se dançaria, ria ou sentia
Mais alguma parte de ti.
Tentei não ser uma sombra,
Tentei seguir e fazer de mim…
Fazer de mim humana.
E não sei se voltarei,
Se voltarei para aquele luar que algum dia,
Algum dia estivemos presentes.

Agora mais luares virão,
Preenchidos de mim.
Preenchidos de sonhos e encantos,
Espero pelo dia em que não fugiras de mim,
Encanto que foste na minha vida…

Herói

Há questões para as quais ainda não tenho respostas.
Vieste no teu leve caminhar.
Olhei e percebi,
Que o meu coração falava
O que estou a viver?
Que herói foste na minha vida?
Há quanto tempo nos conhecemos?
Em que vida já nos encontramos?
Entre tudo ou nada,
Nada sei dizer.
Que herói foste na minha vida?
De que tormentos me salvaste?

Que mais nenhum coração sofra,
Nenhum coração saberá o que nos uniu .
Herói, sem nome, sem profecia, sem espada.
Distante, longe de tudo, que o teu coração
Sinta o baque do 1º encontro.
Sinta que na caixa de música,
Dançamos os dois esta valsa.
Que um não dança sem o outro,
Sente, respira apenas só que este nobre coração deixa voar.
Há questões para as quais ainda não tenho respostas.
Que herói foste na minha vida?
Foste o amor da vida que não foi completo.

Dentro de mim

Uma paixão que nasceu
Pelo meio do que se chama
Máscara do destino.

Umas vezes malvada,
Umas vezes feroz,
Umas vezes bela e singela,
Quanto outras vezes sou
Apenas eu!

No teatro fui quem
nunca pensei ser.
A motivação pelo sentir
E o transmitir o que é sentido,
cresceu.

Descreta no meu ser
Observo o sentimento
Que é meu.
Escrevo o que o coração
Alma e mente
Me dizem.

Só para que o coração
Não sofra e não prenda
todo o envolver
E todos os momentos...

Apenas eu
Apenas amo
Apenas vivo.


(Helena Barreto)

Quero agradecer a todos os que me têem apoiado, e aturado as minhas pequenas loucuras. Para sempre estarão no meu coração, ADORO-VOS meus amigos. Agradeço-te a ti também Bruno Maia,pela criação deste blog e por tudo o que alguma vez vivemos, Obrigada